A mulher suspeita de ter entrado com a própria filha, uma bebê de apenas 20 dias, no Rio Pardo, em Águas de Santa Bárbara (SP), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça. A decisão foi tomada durante a audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (18). Com isso, ela permanecerá presa temporariamente, sem prazo determinado, enquanto as investigações continuam.
A informação foi confirmada pela Delegacia Seccional de Polícia de Avaré, que investiga o caso. A defesa da mulher não foi localizada para se manifestar sobre a decisão judicial.
A criança está desaparecida desde a manhã de terça-feira (17), quando a mãe entrou com o carro em uma área afastada do rio, na Avenida Marechal, região central da cidade. A bebê não foi mais vista desde então.
A mulher foi encontrada com vida no fim da tarde, cerca de 14 quilômetros do local, já na cidade vizinha de Óleo (SP), agarrada à margem do rio, na altura da Ponte do Óleo. Ela foi resgatada consciente pelos bombeiros.
De acordo com o boletim de ocorrência, ao ser salva, a mulher apresentava nítido estado de confusão mental. Quando questionada sobre o paradeiro da filha, chegou a negar que tivesse uma criança, dizendo “não ter filhos”.
Inicialmente, ela foi presa em flagrante por tentativa de homicídio. No entanto, a tipificação do crime poderá ser alterada para homicídio qualificado caso o corpo da bebê seja localizado e a morte seja confirmada.
Buscas entram no segundo dia
Nesta quarta, o Corpo de Bombeiros deu início ao segundo dia de buscas pela bebê. O trabalho, no entanto, enfrenta desafios devido às condições do Rio Pardo.
“O rio é cheio de pedras e possui fortes correntezas, com profundidade que varia muito. Pretendemos descer cerca de 20 quilômetros do rio hoje. Já solicitamos à usina hidrelétrica da região que feche as comportas para que possamos trabalhar com mais tranquilidade”, explicou o sargento Alexandre Monteiro, do Corpo de Bombeiros de Avaré.
Na terça, as buscas precisaram ser interrompidas antes do previsto por conta do mau tempo na região.
A Polícia Civil aguarda uma melhora no estado de saúde e de lucidez da mulher para colher um depoimento mais detalhado, que possa ajudar a direcionar as investigações e, principalmente, localizar o corpo da criança.



