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BRIGAS ENTRE ESTUDANTES VOLTAM A SER REGISTRADAS EM ÔNIBUS URBANOS E AUMENTAM PREOCUPAÇÃO DE PAIS EM AVARÉ

24 de junho de 2026
em Avaré
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MAIS DE 40% DOS ALUNOS DA REGIONAL DE AVARÉ APRESENTARAM AVALIAÇÃO INSUFICIENTE NO SARESP

Novos episódios de violência envolvendo estudantes voltaram a ser registrados dentro de ônibus do transporte coletivo urbano em Avaré, reacendendo a preocupação de pais, responsáveis e da população em geral. As ocorrências, que vêm sendo filmadas pelos próprios alunos e compartilhadas nas redes sociais, levantam questionamentos sobre a segurança dos estudantes durante o trajeto entre a escola e suas residências.

Na segunda-feira (22), uma mãe utilizou as redes sociais para manifestar indignação após mais uma briga registrada dentro de um ônibus utilizado por estudantes da rede estadual.

“Minha indignação até quando esses alunos do PAN de Avaré vão continuar brigando assim dentro do ônibus? Essa briga foi de hoje na saída e o ônibus é das 16h30. Alguém tem que tomar providência antes que o pior aconteça dentro desses ônibus. Se alguém empurra e bate a cabeça no ferro, alguém tem que fazer algo, peço por favor”, desabafou.

Segundo relatos, os casos de agressões físicas e verbais têm se tornado recorrentes, especialmente nos arredores das escolas e dentro dos coletivos utilizados pelos alunos. A situação tem gerado temor entre famílias, que cobram medidas urgentes para evitar que episódios mais graves aconteçam.

Por ser um transporte de linha “normal” da cidade, a presença de monitores não é obrigatória para este tipo de transporte. “O motorista precisa focar na direção e no trânsito. Ele não tem condições de vigiar o que acontece nos bancos de trás. Sem a presença de um monitor treinado para impor ordem e mediar conflitos, os ônibus se tornam terra de ninguém”, afirmou a mãe de um estudante da rede estadual.

Além da monitoria, os responsáveis defendem a criação de um plano integrado envolvendo escolas, Polícia Militar, assistência social e equipes de psicologia para identificar as causas dos conflitos e atuar preventivamente junto aos jovens.

Casos anteriores já haviam gerado alerta

A preocupação não é recente. No início de junho, vídeos de outras brigas envolvendo estudantes circularam pelas redes sociais e repercutiram em toda a cidade.

Uma das ocorrências foi registrada na porta da Escola Estadual Cota Leonel, no bairro Vera Cruz. Outra aconteceu dentro de um ônibus escolar e envolveu adolescentes apontadas como alunas da Escola Municipal Benê de Andrade.

As imagens mostravam confrontos físicos entre estudantes e geraram uma onda de manifestações de pais e moradores, que passaram a cobrar ações mais efetivas para combater casos de violência e bullying.

Na ocasião, uma mãe de aluno da Escola Cota Leonel relatou que situações de agressão e humilhação estariam ocorrendo há bastante tempo.

“Meu filho é atacado diariamente na escola, recebe tapas no rosto e passa por muita humilhação. Gostaria de saber se teria como ter Patrulha de Policiamento Escolar, porque o pior ainda pode acontecer. Nunca quem ataca é punido. Quando vamos conversar, parece que a situação piora para nossos filhos”, declarou.

Já no episódio ocorrido dentro do ônibus, uma moradora lamentou que parte dos estudantes presentes tenha incentivado a continuação da briga ao invés de tentar impedir as agressões.

“A que ponto chegamos. Muitos, ao invés de apartar, estavam incentivando para que a briga continuasse. É lamentável. Se eu fosse o motorista desse ônibus, levaria diretamente para a delegacia”, comentou.

Falta de monitoria gera debate

Após a repercussão dos casos, a Secretaria Municipal de Educação informou que o episódio envolvendo alunas da Escola Benê de Andrade ocorreu dentro de um veículo da linha urbana utilizado por estudantes da rede estadual mediante passe escolar.

Segundo a pasta, a responsabilidade pelo transporte não é do município, uma vez que a regulamentação estadual permite a utilização do benefício sem a necessidade de monitoria nos veículos.

Até o momento, a Diretoria Regional de Ensino de Avaré não se manifestou sobre as ocorrências.

Enquanto isso, pais e moradores seguem cobrando providências para garantir a segurança dos estudantes e dos próprios motoristas, temendo que a sequência de episódios termine em uma tragédia.

“Não podemos esperar que alguém fique gravemente ferido para que medidas sejam tomadas. A situação já passou do limite”, resumiu uma das mães que acompanha o caso.

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