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CÂMARA DE AVARÉ DECIDE NESTA QUARTA (29) FUTURO DO VEREADOR SAMUEL PAES

Para cassação do presidente da Câmara de Avaré são necessários 9 votos dos 13 vereadores; relatório final da Comissão Processante opinou pela procedência da denúncia

29 de abril de 2026
em CÂMARA DE AVARÉ
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PRESIDENTE DA CÂMARA DE AVARÉ REBATE “FAKE NEWS” SOBRE VIAGEM A BRASÍLIA E REFORÇA TRANSPARÊNCIA

A Câmara Municipal de Avaré realiza nesta quarta-feira (29), às 17h30, a sessão que pode definir o futuro político do vereador Cabo Samuel Paes, presidente da Casa. A votação ocorre após o protocolo do relatório final da Comissão Processante (CP) que apura suposta quebra de decoro parlamentar.

Para que o mandato seja cassado, são necessários no mínimo 9 votos favoráveis entre os 13 vereadores. Participarão da votação: Jairinho do Paineiras, Francisco Barreto, Ana Paula do Conselho, Hidalgo de Freitas, Moacir Lima, Pedro Fusco, Everton Machado, Magno Greguer, Luiz Cláudio, Adalgisa Ward, Bel Dadário, Léo Ripoli e Cabo Wilson, que atua como 2º suplente de Paes.

Relatório protocolado

O vereador Magno Greguer protocolou na manhã desta segunda-feira (27) o relatório final da Comissão Processante. O documento, assinado pelo relator, opina pela procedência da denúncia contra o presidente da Câmara.

A Comissão Processante foi composta pelos vereadores: Hidalgo André de Freitas (presidente), Magno Greguer (relator) e Moacir Lima (membro).

Cronograma das oitivas

A CP foi instaurada em 2 de fevereiro de 2026. As oitivas começaram no dia 17 de março com a denunciante Juliane Cristina de Oliveira. Em 25 de março, foram ouvidos os servidores da Câmara Rodrigo Zamonelli e José Fernando Theodoro da Silva, além de Fábio Cromeck e José Ricardo Godoy. No dia 26 de março, depuseram o munícipe Vinícius Berna e o delegado Rubens César Garcia Jorge. No dia 27 de março, o próprio denunciado, Cabo Samuel Paes, prestou depoimento.

Uma reviravolta ocorreu no dia 17 de abril, durante o depoimento da munícipe Priscila Regina Bexiga. Sob juramento, ela afirmou que a denúncia não partiu espontaneamente da denunciante oficial, mas sim de uma jornalista da cidade, que teria sido a “mentora intelectual” e verdadeira autora da minuta da denúncia. Priscila também confirmou que as matérias do jornal eram “tendenciosas” e “planejadas” com o objetivo de forçar a cassação do presidente da Casa.

O episódio que originou a denúncia

As apurações têm como pano de fundo os acontecimentos de uma sessão extraordinária no dia 1º de dezembro de 2025, quando foi aprovado um projeto de lei que reajustava os salários dos vereadores. Na ocasião, o munícipe Vinícius Berna protestou de forma veemente contra a proposta.

O presidente da Casa, Cabo Samuel Paes, solicitou que ele se manifestasse de forma pacífica. Diante da recusa, Paes determinou a retirada do cidadão do plenário. Berna foi imobilizado e retirado à força por quatro pessoas, entre elas o próprio presidente. Ele registrou boletim de ocorrência relatando ter sido agredido, com arranhões no rosto e nos braços. Em redes sociais, Berna admitiu ter se exaltado pela indignação com o projeto, mas negou ter agredido intencionalmente os servidores.

A Câmara Municipal afirmou que a confusão foi registrada pelas câmeras de segurança e que não houve agressão por parte dos servidores ou do presidente, tratando-se de imobilização legítima diante da resistência e agressividade do munícipe. As imagens foram entregues às autoridades.

Em pronunciamento, Cabo Samuel Paes classificou o ocorrido como “triste” e defendeu sua atitude como necessária para “preservar a segurança”, afirmando que agiu como policial para imobilizar e retirar o indivíduo após as devidas advertências.

Com o relatório protocolado opinando pela procedência, a palavra final será do plenário nesta quarta-feira.

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