Uma cena incomum mobilizou funcionários de um supermercado de Avaré na noite desta quinta-feira (7), após uma criança, com idade estimada entre 7 e 10 anos, ser encontrada circulando sozinha pelo estabelecimento e realizando compras sem qualquer acompanhamento de um responsável.
Segundo relatos de funcionários, o menino já havia separado diversos produtos e chegou ao caixa sozinho. Ao ser questionado por colaboradores sobre quem o acompanhava, afirmou que levaria as mercadorias e retornaria posteriormente para efetuar o pagamento, o que despertou a atenção da equipe.
Diante da situação, os funcionários conduziram a criança até a sala da gerência, enquanto tentavam compreender o que havia ocorrido e localizar algum responsável. Durante a conversa, o menino teria demonstrado desenvoltura incomum para a idade. De acordo com o gerente Allan, a criança chegou inclusive a falar algumas palavras em inglês e apresentou diferentes versões sobre a própria idade.
“Ele aparentava ser muito inteligente e bastante articulado. Primeiro disse que tinha 12 anos, depois admitiu que era mais novo, mas não revelou a idade correta”, afirmou o gerente à reportagem.
Enquanto aguardavam a chegada da Polícia Militar, os funcionários tentaram manter a criança no local e ofereceram um álbum de figurinhas para distraí-la. Segundo o relato, o menino permaneceu por alguns minutos na gerência, colando figurinhas e conversando com os colaboradores.
Pouco antes da chegada da equipe policial, porém, a criança informou que iria buscar um celular que estaria em outro ponto da loja. Aproveitando um momento de distração, saiu correndo do supermercado e desapareceu antes que pudesse ser alcançada.
“A hora que percebemos, ele já estava correndo na rua. Não deu tempo de alcançar”, relatou Allan.
Ainda conforme os funcionários, o menino contou que os pais seriam separados e que o pai moraria com a bisavó. Também teria dito que estava na casa de uma amiga nas proximidades do bairro Jardim Paineiras e que precisava voltar para casa antes da chegada do pai.
Funcionários afirmaram ainda que nunca haviam visto a criança anteriormente no estabelecimento. Para o gerente, a forma como o menino conduziu a situação indicava familiaridade com ambientes públicos e capacidade de improviso. “Parecia que não era a primeira vez que fazia isso. Ele sabia conversar e se desvencilhar muito bem”, disse.
A Polícia Militar foi acionada, mas até o momento a criança não havia sido localizada.
O episódio reacende o alerta sobre a necessidade de supervisão de menores em espaços públicos e chamou a atenção de clientes e funcionários pela combinação de autonomia, vulnerabilidade e risco envolvendo a criança.
Com informações da Paulista News



