A empresa responsável pelos radares eletrônicos de Avaré iniciou, nesta quarta-feira (12), a retirada dos equipamentos das ruas e avenidas da cidade. A ação ocorre cinco dias após o prefeito Roberto Araújo determinar, em um ato simbólico, que todos os radares fixos fossem cobertos com sacos pretos, marcando o fim definitivo do uso desses dispositivos em Avaré.
O gesto simbólico aconteceu na tarde da última sexta-feira (7), quando o prefeito esteve pessoalmente em um dos radares e cobriu o equipamento com um saco de plástico preto. A iniciativa contou com a presença dos vereadores Pedro Fusco (PL) e Hidalgo Freitas (PSD), além de secretários municipais e funcionários públicos. O ato representou o encerramento de uma fase em que os radares eram vistos como “fábricas de multas” pela população.
O contrato com a empresa responsável pelos radares foi rescindido em dezembro de 2024, a pedido da Comissão de Transição do Governo Roberto Araújo. Desde então, os equipamentos foram desativados, mas sua presença nas vias ainda causava apreensão entre os motoristas. Agora, com a retirada dos dispositivos, a cidade encerra de vez o uso desses radares.
O prefeito Roberto Araújo destacou que a decisão de remover os radares foi tomada após a análise do relatório da CPI dos Radares, que apontou irregularidades no contrato. Ele ressaltou que a administração municipal buscará alternativas mais justas e transparentes para coibir o excesso de velocidade e garantir a segurança no trânsito. “Acreditamos que é possível utilizar sistemas eletrônicos para garantir a segurança no trânsito sem prejudicar o bolso dos cidadãos”, afirmou Araújo.
A remoção dos radares é vista como uma vitória pela população, que criticava o excesso de multas geradas pelos dispositivos. O vereador Hidalgo Freitas (PSD), um dos principais defensores da CPI dos Radares, comemorou a decisão. “Essa é uma vitória da população de Avaré, que estava sendo penalizada por um sistema que não priorizava a segurança, mas sim a arrecadação”, disse.




