Dezenas de estudantes da rede estadual de ensino de Avaré ficaram sem conseguir chegar às escolas nesta segunda-feira (15) devido à falta de transporte escolar. O problema ocorreu poucos dias após o encerramento do convênio entre o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de Avaré, que até então era responsável pela execução do serviço.
A situação levou pais e responsáveis a procurarem o Portal A Voz do Vale para relatar que alunos ficaram sem atendimento logo no primeiro dia útil após a mudança na gestão do transporte.
Questionada pela reportagem sobre o caso, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) encaminhou uma nota informando que realizou uma contratação emergencial para atender os estudantes da rede estadual.
Na resposta, a Seduc confirmou que o convênio com a Prefeitura de Avaré foi encerrado em 10 de junho e informou que uma empresa passou a operar o serviço somente nesta segunda-feira (15). A Secretaria afirmou ainda que a Unidade Regional de Ensino (URE) acompanha a execução dos trabalhos e realiza ajustes nas rotas e horários.
Segue nota da Seduc-SP sobre o assunto:
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informa que o convênio de transporte com a Prefeitura Municipal de Avaré terminou no dia 10 de junho. Uma contratação emergencial foi realizada com uma empresa que começou a atender aos estudantes da rede estadual da região a partir desta segunda-feira (15).
A Unidade Regional de Ensino (URE) de Avaré acompanha a execução do serviço em conjunto com a empresa contratada para realizar os ajustes necessários nas rotas e nos horários, garantindo o atendimento adequado aos estudantes.
ENTENDA – O problema chama atenção porque o término do convênio já era conhecido antecipadamente. Em vídeo divulgado nas redes sociais no último dia 10, o secretário municipal de Educação, César Oliveira, informou que o Governo do Estado havia decidido não renovar o acordo que permitia ao município transportar os alunos da rede estadual.
Na ocasião, o secretário explicou que, com o fim da parceria, a Prefeitura passaria a atender apenas os estudantes da rede municipal, conforme prevê a legislação. Também garantiu que não haveria qualquer alteração para os alunos do município, cujas rotas e horários permaneceriam inalterados.
Enquanto a rede municipal manteve a normalidade, estudantes da rede estadual enfrentaram incertezas já no primeiro dia de responsabilidade direta do Estado. Pais relatam que muitos alunos sequer conseguiram sair de casa por não haver transporte disponível ou informações claras sobre os novos itinerários.
A situação levanta questionamentos sobre o planejamento da Secretaria Estadual da Educação para a transição do serviço. Embora a contratação emergencial tenha sido anunciada, o fato de alunos terem perdido aulas demonstra que a mudança não ocorreu de forma plenamente organizada.
Para as famílias afetadas, o problema vai além de uma questão administrativa. Em áreas rurais e bairros mais afastados, o transporte escolar é a única alternativa para garantir o acesso à educação, tornando qualquer interrupção um obstáculo direto ao direito dos estudantes de frequentar a escola.



