A Justiça decretou a prisão preventiva do policial militar José Augusto de Andrade Paifer, acusado de matar a tiros Eurídice Augusta de Souza Michelin, de 57 anos, na noite de terça-feira (5), no Balneário Costa Azul, em Avaré.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na quarta-feira (6). Após a determinação judicial, o policial foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista, unidade destinada a policiais militares presos.
O caso foi registrado como feminicídio, violência doméstica e posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito na Delegacia Seccional de Avaré.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), José Augusto confessou o crime aos policiais que atenderam a ocorrência. Conforme o boletim de ocorrência, ele indicou o local onde o corpo da vítima estava dentro de um carro e também mostrou onde estava a arma utilizada no crime.
Ainda de acordo com o BO, uma segunda pistola com numeração raspada foi encontrada na residência do suspeito. Questionado sobre a arma ilegal, o policial preferiu permanecer em silêncio.
Em depoimento, José Augusto afirmou que mantinha um relacionamento extraconjugal com Eurídice havia cerca de dez meses. Segundo ele, a vítima o ameaçava com falsas acusações de estupro e dizia que divulgaria imagens íntimas do casal caso o relacionamento terminasse.
O policial relatou ainda que encontrou Eurídice em um supermercado enquanto estava acompanhado da esposa e acreditou estar sendo seguido pela mulher. Ele afirmou que, durante o trajeto para casa, ela teria perseguido seu veículo, parado bruscamente e iniciado uma discussão, momento em que ele efetuou os disparos.
A Polícia Militar informou que José Augusto estava de folga no momento do crime. Em nota, a corporação declarou que não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e que acompanha o caso com rigor.
O corpo de Eurídice Augusta de Souza Michelin foi sepultado na manhã desta quinta-feira (7), no Cemitério Parque Memorial Pôr-do-Sol, no bairro Terras de São José.
Conhecida como “Preta”, Eurídice era ligada à causa animal e deixa dois filhos.
Com informações e fotos: G1



