Uma mensagem que circula pelo WhatsApp incentiva o boicote a estabelecimentos comerciais de Avaré por suposto posicionamento político. O conteúdo apresenta uma lista com nomes de empresas da cidade e convoca consumidores a deixar de comprar nesses locais.
O autor da mensagem afirma que os comerciantes citados teriam apoiado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e utiliza expressões ofensivas ao se referir ao chefe do Executivo federal. O texto também incentiva o compartilhamento da lista e a adesão ao boicote.
Um print da mensagem está sendo compartilhado em redes sociais. Os nomes das empresas não serão divulgados, uma vez que não foi possível confirmar de forma independente o suposto posicionamento político dos estabelecimentos nem a origem da relação.
O episódio reacende o debate sobre a disseminação de mensagens políticas nas redes sociais e aplicativos de conversa, especialmente quando há exposição de empresas e incentivo a ações motivadas por divergências partidárias.
A circulação de uma lista com incentivo ao boicote não caracteriza, por si só, crime eleitoral. O enquadramento jurídico depende do conteúdo integral da mensagem, do contexto em que foi divulgada e da eventual presença de ameaças, constrangimento ou outras condutas previstas em lei.
Casos com indícios de infração podem ser comunicados às autoridades competentes para avaliação.
O Ministério Público Federal orienta que suspeitas de irregularidades eleitorais sejam comunicadas aos órgãos competentes para análise. Denúncias podem ser encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral, à Polícia ou à Justiça Eleitoral, conforme a natureza do fato.
Até o momento, não há informação de denúncia formal ou de investigação relacionada especificamente ao conteúdo compartilhado em Avaré.





