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Uma moradora da região da Represa de Jurumirim, em Avaré (SP), fez uma descoberta perturbadora nesta terça-feira (29). Ao passar pela estrada de terra do DERAC, via conhecida na cidade e frequentemente associada ao Clube do Derac, que dá acesso direto às margens da represa, ao lado do Balneário do Costa Azul, ela encontrou diversas carcaças de animais mortos.
Segundo a moradora, os animais estavam sem cabeça e sem as patas, com cortes que aparentavam ter sido feitos de forma cirúrgica. Ao redor dos corpos, várias aves também foram encontradas sem cabeça.
“Parece um ritual macabro”, desabafou a moradora, que pediu para não ter a identidade revelada. Ela afirmou que vai registrar um boletim de ocorrência para que o caso seja apurado pelas autoridades.
Ainda de acordo com o relato, se os animais forem cães, seriam de grande porte e todos da mesma cor, o que levanta a suspeita de que possam ter sido selecionados intencionalmente. Os corpos estavam esquartejados ou mutilados.
Diante da situação, a moradora informou que pretende registrar um boletim de ocorrência para que o caso seja investigado e seja possível identificar a origem dos animais, as circunstâncias das mortes e quem teria deixado as carcaças no local.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa da morte dos animais ou sobre a possibilidade de os ferimentos terem sido provocados antes ou depois da morte. A identificação das espécies e uma eventual perícia poderão ajudar a esclarecer o caso.
Região já tem histórico de mortes de animais
Esta não é a primeira vez que a região do Costa Azul aparece no centro de denúncias envolvendo morte de animais. Em agosto deste ano, a Câmara Municipal de Avaré registrou uma moção de autoria do vereador Dr. Hidalgo André de Freitas solicitando providências sobre o problema.
O documento pedia que a Prefeitura, em conjunto com a Polícia Militar e a administração do Costa Azul, adotasse medidas para investigar e conter “as mortes recorrentes de animais” na localidade. Na época, moradores já relatavam que os casos continuavam acontecendo sem solução.
A moção cobrava apuração sobre possíveis casos de envenenamento, maus-tratos ou outras situações que colocassem em risco a vida dos animais, além de medidas de fiscalização e prevenção.
O que diz a lei
A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), em seu artigo 32, prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão para quem pratica abuso ou maus-tratos a cães e gatos, além de multa e proibição de guarda de animais.
Caso seja confirmado que as mutilações foram provocadas por ação humana, especialmente em contexto de ritual ou matança intencional, os responsáveis podem responder por maus-tratos qualificados, além de outras infrações ambientais.
Como denunciar
Quem tiver informações sobre o caso ou presenciar situações semelhantes pode denunciar pelos canais:
- 181 — Disque Denúncia (anônimo)
- 187 — Linha Verde (crimes ambientais)
- 190 — Polícia Militar
A reportagem acompanha o caso e poderá atualizar as informações após o registro da ocorrência e eventual manifestação das autoridades.
As imagens são fortes e foram desfocadas.









