A morte de uma cachorra de estimação após ser atingida por um disparo de arma de fogo provocou forte comoção em Avaré nesta sexta-feira (12). O caso ocorreu em uma propriedade rural localizada nas proximidades do Horto Florestal e resultou na prisão em flagrante do autor do disparo, identificado pelas iniciais P.A.
De acordo com as informações apuradas, o animal corria atrás de carneiros em uma área rural quando foi atingido por um tiro na cabeça. A cachorra morreu no local, causando revolta e tristeza entre os familiares, que a consideravam parte da família.
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil, que estiveram na propriedade para atender a situação e dar início aos procedimentos investigativos. Após os levantamentos iniciais, o responsável pelo disparo foi conduzido à delegacia e permaneceu à disposição da Justiça.
O caso passou a ser acompanhado pela Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal, criada na gestão do prefeito Roberto Araujo e considerada uma das primeiras estruturas municipais da região voltadas exclusivamente à causa animal. Segundo a administração municipal, a pasta está prestando apoio à família e acompanhando todos os desdobramentos da ocorrência.
A médica veterinária Thaís Vilas Boas acompanha o caso em nome do município, enquanto o secretário municipal de Proteção e Bem-Estar Animal, Gerson Fiuza, informou que a secretaria está oferecendo suporte e monitorando as providências adotadas pelas autoridades responsáveis. Também esteve no local Nara Lúcia Antonio Galbiati, integrante da equipe da secretaria, prestando apoio durante o atendimento da ocorrência.
Em depoimento, P.A. afirmou que desconhecia quem era o proprietário da cachorra. Segundo sua versão, os carneiros mantidos na propriedade vinham sofrendo ataques frequentes de animais que circulavam pela área rural. O investigado reconheceu, entretanto, que poderia ter buscado identificar e dialogar com os responsáveis pelo animal antes de tomar qualquer atitude.
As declarações serão analisadas pela Polícia Civil no decorrer da investigação, juntamente com depoimentos de testemunhas e demais elementos reunidos durante a apuração.
Para os tutores, a dor da perda ainda é difícil de ser assimilada. Familiares relatam estar inconformados com a morte da cachorra, que fazia parte da rotina da casa e mantinha forte vínculo afetivo com todos os moradores.
Além da repercussão emocional, o episódio reacende discussões sobre a proteção dos animais, os limites da atuação de proprietários rurais diante de situações envolvendo animais domésticos e a necessidade de soluções que evitem desfechos trágicos.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer completamente os fatos e definir as medidas legais cabíveis. Enquanto aguardam o andamento do processo, os familiares pedem que o caso seja apurado com rigor.
Mais do que uma ocorrência policial, o episódio deixou uma família enlutada e sensibilizou moradores de Avaré, transformando a morte de um animal de estimação em um debate sobre responsabilidade, convivência no meio rural e proteção à vida animal.





