Uma investigação iniciada após um furto em uma propriedade rural de Paranapanema atravessou o Estado de São Paulo e terminou, nesta quarta-feira (19), com a prisão preventiva de um homem de 55 anos em Carapicuíba, na Grande São Paulo.
Batizada de Operação Rastro Branco, a ação foi deflagrada pela Delegacia de Polícia de Paranapanema, com apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Avaré e da Guarda Municipal de Paranapanema. Além da prisão, os policiais apreenderam uma caminhonete Dodge Dakota, R$ 3 mil em dinheiro, cinco celulares, quatro cartões bancários e um caiaque que pode estar relacionado a outro furto registrado na área da Delegacia Seccional de Avaré.
A investigação teve início após um crime ocorrido entre a noite de 27 e a manhã de 28 de abril, em uma propriedade rural de Paranapanema. Segundo a Polícia Civil, os criminosos cortaram a cerca dos fundos do imóvel e levaram um trator Tobatta TC12 com roçadeira, avaliado em cerca de R$ 25 mil, além de um barco de alumínio de aproximadamente sete metros e uma carretinha.
Da propriedade rural ao rastreamento na Grande São Paulo
A partir do registro da ocorrência, a equipe da Delegacia de Paranapanema iniciou uma série de diligências para identificar testemunhas, mapear possíveis rotas de fuga e acompanhar eventuais tentativas de comercialização dos bens furtados.
O trabalho investigativo permitiu reconstruir parte do caminho percorrido pelos suspeitos e identificar uma Dodge Dakota vermelha que, segundo as apurações, teria sido utilizada na ação criminosa.
Os policiais passaram então a rastrear o veículo e cruzar informações que ajudassem a reconstituir o deslocamento dos envolvidos. Entre os elementos analisados estavam imagens e dados relacionados a uma transação de R$ 28 realizada em um serviço de travessia — detalhe que, segundo a investigação, contribuiu para aprofundar a reconstrução da rota dos suspeitos.
Com o avanço das apurações, os investigadores chegaram a suspeitos residentes em Carapicuíba.
Justiça autorizou prisão e buscas
Diante do conjunto de elementos reunidos, o delegado responsável pelo caso, Sérgio Salvador de Andrade, representou pela prisão preventiva de um dos investigados, além da realização de buscas domiciliares, apreensão da caminhonete e acesso a dados telemáticos, telefônicos e bancários.
As medidas foram autorizadas pela Justiça e cumpridas nesta quarta-feira.
O homem de 55 anos foi localizado e preso preventivamente. Nas proximidades do imóvel, os policiais encontraram a caminhonete Dodge Dakota apontada pela investigação como possível veículo utilizado na empreitada criminosa. O veículo foi apreendido e colocado à disposição da Delegacia de Polícia de Paranapanema.
Durante as buscas, também foram apreendidos R$ 3 mil em espécie, cinco aparelhos celulares e quatro cartões bancários.
Os celulares deverão passar por análise pericial. A expectativa é que os dados eventualmente extraídos dos aparelhos possam ajudar a esclarecer o destino dos bens furtados, identificar possíveis novos envolvidos e aprofundar as investigações sobre a atuação do grupo.
Caiaque apreendido pode estar ligado a outro furto
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a localização de um caiaque amarelo e preto. De acordo com a Polícia Civil, as características do objeto são compatíveis com as de um bem furtado em outra ocorrência registrada na região atendida pela Delegacia Seccional de Avaré.
A vítima reconheceu a semelhança do equipamento, que também foi apreendido para os procedimentos de investigação.
A Polícia Civil segue com as apurações para tentar localizar o trator, o barco e a carretinha levados da propriedade rural de Paranapanema, além de esclarecer se há outras pessoas envolvidas e se o investigado preso pode ter ligação com outros crimes patrimoniais registrados na região.
A operação recebeu o nome de Rastro Branco justamente pelo trabalho de rastreamento e cruzamento de informações que permitiu aos investigadores seguir o caminho dos suspeitos desde a área rural de Paranapanema até a Grande São Paulo.










