A Polícia Civil de Ourinhos deflagrou, na manhã desta segunda-feira (27), uma nova etapa da investigação que envolve o vereador João Vitor Gonçalves da Silva (Progressistas). Em cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, os agentes apreenderam um segundo veículo de luxo ligado ao parlamentar, avaliado em mais de R$ 300 mil.
O caso ganha contornos políticos ainda mais sensíveis pelo parentesco direto do investigado: João Vitor é irmão do atual prefeito de Ourinhos, Guilherme Gonçalves (PODEMOS).
Esta é a segunda investida policial contra o patrimônio do vereador em menos de uma semana. Na última quinta-feira (23), uma ação judicial já havia resultado na apreensão de um primeiro automóvel na cidade. Naquela ocasião, os policiais encontraram cerca de R$ 5 mil em espécie no interior do veículo.
A sequência de apreensões reforça a linha de investigação da Polícia Civil, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e outros crimes correlatos. O foco das autoridades está na evolução patrimonial do vereador, que apresentaria indícios de incompatibilidade com sua renda oficial declarada.
Investigação sob sigilo
De acordo com a Polícia Civil, o processo corre em segredo de justiça para não comprometer os próximos passos. No entanto, o ritmo acelerado das medidas judiciais indica que novas frentes de apuração podem ser abertas nos próximos dias, analisando movimentações financeiras e aquisições recentes de bens de alto valor.
O que diz o vereador
Em nota enviada anteriormente e por meio de vídeos em suas redes sociais, João Vitor Gonçalves da Silva alega estar sendo vítima de “perseguição”. O parlamentar afirmou: “A investigação, baseada em denúncia anônima, está em andamento e provarei minha inocência. Respeito a Polícia Civil, mas foi totalmente desnecessária a apreensão do meu veículo durante a sessão da Câmara. Não tenho nada a esconder.”
O vereador sustenta ainda que não possui patrimônio substancial e acredita que o caso será arquivado por falta de provas.




