Novos detalhes surgiram sobre o assassinato de Eurídice Augusta de Souza, conhecida como “Preta”, de 57 anos, ocorrido na noite de terça-feira (5), no Balneário do Costa Azul, em Avaré. O autor do crime, um policial militar que mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima, confessou o homicídio em depoimento, mas apresentou uma versão baseada em supostas ameaças e perseguição.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, o PM relatou que o relacionamento de dez meses com a protetora animal havia se tornado conturbado.
Ele teria alegado que a mulher estaria intimidando com falsas acusações de estupro. Segundo ele, “Preta” teria ameaçado divulgar imagens íntimas do casal caso o relacionamento chegasse ao fim.
Na noite do crime, o policial afirmou ter visto a vítima em um supermercado enquanto ele estava acompanhado da esposa. Ele relatou ter sido seguido por Eurídice durante o trajeto para casa.
O suspeito descreveu que a mulher teria interceptado seu caminho com o carro de forma brusca, dando início a uma discussão que culminou nos disparos de arma de fogo.
O próprio policial acionou a equipe da PM e aguardou no local. Ele indicou que o corpo de Eurídice estava dentro de um veículo; ao chegarem, os agentes confirmaram o óbito. A arma utilizada no crime, uma pistola funcional da corporação, foi entregue voluntariamente pelo autor.
Embora tenha sido colaborativo em relação ao crime passional, a situação do policial se agravou durante as buscas em sua residência. Além do revólver registrado, os agentes encontraram uma pistola com numeração raspada e várias munições.
Ao ser questionado sobre a procedência da arma ilegal (com numeração suprimida), o policial optou pelo silêncio, não apresentando justificativa para a posse do armamento.
O homem foi preso em flagrante e o caso está sendo tratado como homicídio qualificado.
A Polícia Civil agora deve confrontar a versão de “legítima defesa” ou “forte emoção” alegada pelo PM com as provas periciais e o histórico de mensagens entre o casal.
Eurídice era uma figura conhecida em Avaré por seu trabalho dedicado à proteção de animais de rua. O crime causou forte comoção entre ativistas e moradores da região.
o corpo de “Preta” será velado a partir das 21 horas no Velório Municipal e o sepultamento está marcado para a quinta-feira (7), às 10 horas no Memorial Pôr do Sol.

Com informações do G1







