A cobrança de valores superiores a R$ 30 mil para instalação de energia elétrica em imóveis do bairro Terras de São Marcos II voltou ao centro dos debates na Câmara de Avaré. Durante a Palavra Livre da sessão ordinária realizada na segunda-feira (3), o vereador Pedro Fusco afirmou que tem acompanhado a situação dos moradores e classificou o custo como “um absurdo”.
Segundo o parlamentar, algumas demandas da comunidade já começaram a avançar, como a recuperação de ruas, a discussão sobre iluminação pública e a regulamentação do estatuto do loteamento. No entanto, ele destacou que ainda há uma antiga ação judicial relacionada à implantação do empreendimento.
“O município de Avaré está arrolado nessa ação, que trata da falta da infraestrutura necessária quando o loteamento foi criado. Agora o processo está na fase de cumprimento de sentença”, explicou.
Apesar desse avanço, Fusco afirmou que uma das principais dificuldades continua sendo o acesso à rede de energia elétrica.
Para buscar esclarecimentos, o vereador apresentou um requerimento, solicitando que a Ceripa informe até quando possui autorização para prestar o serviço de distribuição de energia elétrica em Avaré, especialmente na região da Represa Jurumirim. O documento também pede cópia integral do contrato, convênio ou outro instrumento jurídico que fundamenta essa atuação, além de informações sobre eventual renovação ou encerramento da concessão ou permissão.
Durante o pronunciamento, Fusco afirmou que reconhece a importância da atividade desempenhada pela cooperativa, mas questionou os valores cobrados para disponibilizar um ponto de energia aos moradores.
“Uma empresa precisa ter lucro na prestação do seu serviço, mas eu não entendo o valor que é cobrado. Na minha opinião, é excessivo. Não entra na minha cabeça que uma pessoa compre um lote com muita dificuldade, construa sua casa e depois tenha que pagar mais de R$ 30 mil para ter um ponto de energia. Isso, para mim, é um absurdo”, declarou.
O vereador afirmou que pretende acompanhar de perto o assunto e disse que, caso a Ceripa não encaminhe as informações solicitadas ao Legislativo, buscará outros órgãos competentes para obter a documentação. “Se a Ceripa não enviar essas informações para esta Casa de Leis, nós vamos recorrer às autoridades superiores para que esse documento chegue até aqui e possamos continuar ajudando esses moradores”, concluiu.
O requerimento foi apresentado na sessão ordinária da Câmara e busca subsidiar a fiscalização do Poder Legislativo sobre a prestação do serviço de distribuição de energia elétrica em uma das regiões que mais cresceram nos últimos anos no entorno da Represa Jurumirim.




