Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Avaré, realizada na segunda-feira (4), o vereador Hidalgo de Freitas (PSD) fez um pronunciamento contundente ao abordar o que classificou como uma “cultura de críticas generalizadas” por parte de uma parcela da população. Em sua fala, o parlamentar defendeu a valorização de ações concretas e destacou os resultados de seu mandato, especialmente na destinação de recursos para áreas como saúde e assistência social.
Segundo o vereador, há um grupo que opta por criticar indiscriminadamente, inclusive iniciativas consideradas positivas para o município. “Existe uma parcela que escolheu o caminho mais fácil: criticar tudo. Para essas pessoas, nada presta, nada serve, nada tem valor. Mas o mais preocupante é que muitas delas sequer acompanham de perto o nosso trabalho”, afirmou. Ele também ressaltou que muitos críticos não conhecem a realidade das entidades locais nem participam de ações em prol da comunidade.
Hidalgo enfatizou que o papel do vereador vai além das críticas e exige presença ativa, escuta e busca por soluções. “É muito simples apontar o dedo. Difícil é estar presente, ouvir, entender e buscar soluções reais”, declarou.
Ao tratar de sua atuação política, o parlamentar destacou que não exerce o mandato sob pressão e reforçou que o julgamento de seu trabalho deve ocorrer nas urnas. “Nossa resposta será na urna. Temos mais de dois anos para pensar em eleição, mas agora precisamos pensar em benefícios para a cidade”, pontuou.
O vereador também fez questão de afirmar que não tem a política como profissão. Advogado de formação, ele disse manter seu escritório como principal atividade profissional, enquanto a política é, segundo ele, uma forma de contribuir com a população. “Não faço política por profissão. Tenho meu escritório de advocacia e minha banda como hobby. A política é para tentar ajudar”, afirmou.
Durante o discurso, Hidalgo apresentou números e ações que, segundo ele, demonstram o impacto de seu mandato. Ele destacou a destinação de mais de R$ 2 milhões para a saúde, além de recursos obtidos por meio de articulação com deputados para a Santa Casa e outras entidades. Também citou a conquista de uma ambulância e a destinação de uma van para a Colônia Fraternidade, que atende cerca de 210 crianças.
“Quando destinamos verba, não é para promoção pessoal. É para atender quem realmente precisa: crianças, jovens, pacientes que dependem da saúde pública”, disse. Ele reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo município, mas reforçou que os recursos conquistados contribuem, ainda que parcialmente, para melhorar os serviços.
Por fim, o vereador afirmou que críticas são válidas quando construtivas, mas disse não se preocupar com ataques pessoais. “Crítica todo mundo tem. É com as críticas construtivas que a gente cresce. Mas quando se preocupam muito com a minha vida, isso para mim não importa”. “O meu maior presente é minha esposa, minha filha, meu pai, e infelizmente minha mãe que não está sentada aqui, que me faz muita falta”, concluiu.




