O vigilante municipal envolvido no esfaqueamento do chefe do Cemitério Municipal de Avaré (SP) foi liberado na madrugada desta quinta-feira (29) após ser ouvido no Plantão Policial. Ele responderá ao processo em liberdade, registrado sob o crime de lesão corporal. A vítima, que sofreu múltiplos ferimentos, encontra-se estável e com previsão de alta para esta sexta-feira (30).
O episódio violento ocorreu na noite de quarta-feira (28), no Velório Municipal, após uma discussão entre os dois servidores municipais. De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pelo Pronto-Socorro Municipal para atender a um homem com ferimentos por faca.
A vítima relatou aos policiais que a discussão teve início por causa do estacionamento de uma motocicleta. O desentendimento teria evoluído para agressão física, momento em que o vigilante, conforme seu próprio depoimento, “perdeu a cabeça”, pegou uma faca que estava em sua mochila e desferiu seis golpes contra o colega, atingindo-o principalmente na região do tórax.
Após o ataque, o suspeito fugiu do local e se dirigiu à casa de uma irmã, onde afirmou que pretendia se apresentar espontaneamente à delegacia. A arma utilizada no crime, segundo ele, foi jogada em um rio. Ele foi localizado pela Polícia Militar no Jardim São Paulo.
O chefe do cemitério foi socorrido por uma testemunha e levado ao Pronto-Socorro Municipal, onde passou por procedimentos médicos e permaneceu em observação. De acordo com informações hospitalares repassadas à Polícia Civil, ele se mantinha estável, consciente e orientado, com feridas que não apresentavam risco de vida.
A previsão de alta para esta sexta-feira (30) indica uma evolução positiva no quadro clínico, embora o ataque tenha sido grave.
Após ser ouvido no Plantão Policial, o vigilante foi liberado por volta das 2h15 da madrugada de quinta-feira (29), na presença de familiares. Com base na legislação vigente e na avaliação inicial do caso, as autoridades definiram que ele responderá pelo crime de lesão corporal em liberdade, sem necessidade de prisão preventiva no momento.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia de Avaré, que deve aprofundar as circunstâncias do conflito, ouvir outras testemunhas e analisar o histórico entre os envolvidos. A decisão sobre a medida judicial caberá ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que poderão reclassificar o crime a depender do laudo médico final e das provas colhidas.
Segundo a Prefeitura, o caso “está sendo avaliado dentro de critérios juridico e administrativo pela Secretaria Municipal de Administração”. O prefeito Roberto Araújo, destacou, durante visita a vitima no Pronto Socorro, que uma sindicância será instaurada para apurar o caso.

Com informações do G1



