A primeira sessão ordinária de 2026 da Câmara Municipal de Avaré, realizada na noite desta segunda-feira (2), foi marcada por uma decisão que coloca sob investigação o comando do Legislativo.
Por unanimidade, os vereadores aprovaram a instauração de uma Comissão Processante contra o presidente da Casa, Samuel Paes, atendendo a uma denúncia de quebra de decoro parlamentar protocolada pela munícipe Juliane Cristina de Oliveira. No documento entregue à secretaria, a cidadã formalizou o pedido de cassação do mandato do parlamentar.
O plenário contou com a presença de um grande público, que se manifestou ativamente em apoio à abertura das investigações. Para a votação, o suplente Benedito Soares da Cruz Júnior, conhecido como Tú Véio, assumiu a cadeira de Samuel Paes, uma vez que o denunciado estava legalmente impedido de votar no próprio processo.
Além de Soares, foram favoráveis à medida os vereadores Leonardo Ripoli, Magno Greguer, Luiz Cláudio, Bel Dadário, Adalgisa Ward, Ana Paula, Francisco Barreto, Everton Machado, Hidalgo de Freitas, Pedro Fusco e Moacir Lima. A sessão foi presidida pelo vereador Jairinho do Paineiras, que não participou da votação conforme os ritos regimentais.
Logo após a aprovação, foi realizado o sorteio para definir os responsáveis por conduzir os trabalhos de investigação. A Comissão Processante será presidida pelo vereador Hidalgo de Freitas, tendo Magno Greguer como relator e Moacir Lima como membro.
A partir de agora, o grupo deverá seguir os prazos legais para a coleta de provas e depoimentos, apresentando posteriormente um parecer que determinará o futuro político de Samuel Paes na Câmara de Avaré. O prazo para a conclusão dos trabalhos é de 90 dias, contados a partir da notificação do vereador denunciado.
Confira o vídeo do momento da instalação da CP clicando AQUI
ENTENDA – As denúncias têm como pano de fundo a sessão extraordinária de 1º de dezembro de 2025, onde foi aprovado um projeto de lei que reajusta os salários dos vereadores.
Durante a votação, o morador Vinicius Berna protestou veementemente contra a proposta. O presidente Cabo Samuel Paes solicitou que ele se manifestasse pacificamente e, diante da recusa, determinou sua retirada. O munícipe foi imobilizado e retirado à força do plenário por quatro pessoas, incluindo o presidente.
Berna registrou Boletim de Ocorrência, relatando ter sido agredido por quatro pessoas, incluindo o presidente, sofrendo arranhões no rosto e nos braços. Em redes sociais, ele reconheceu ter se exaltado devido à revolta com o projeto, mas negou ter agredido intencionalmente os funcionários.
A Câmara Municipal informou que a confusão foi registrada pelas câmeras de segurança, e que não houve agressão por parte de servidores ou do Presidente, mas sim uma imobilização legítima diante da resistência e agressividade do munícipe. A Casa entregou as imagens às autoridades e reforçou que não tolerará ações que atentem contra a ordem.
O presidente, Cabo Samuel Paes classificou o episódio como “triste” e justificou a atitude como necessária para “preservar a segurança”, alegando que agiu como policial para imobilizar e retirar o indivíduo após advertências.
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